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Cenas marginais do dia a dia

quarta-feira, outubro 22, 2003

AInda não voltei de férias mas não resisto...

Lisboa, 22 de Outubro de 2003, Hospital da CUF, corredor do Serviço de Radiologia.
Espero pacientemente pela minha vez de ser fotografado às mãos, aos ombros, à coluna. A PDI é tramada e a artrose não perdoa!
Numa cadeira de rodas, empurrada por uma simpática Enfermeira, que não bonita, vem uma Senhora muito debilitada e de avançada idade. A Enfermeira encosta a cadeira à parede e diz em voz alta, meigamente,: “ Deixe-se estar aí. Não saia daí que já vai fazer o seu RX ”. Pergunta a Senhora numa voz trémula: “ Acha que eu consigo sair daqui sozinha? ”. Responde a Enfermeira, já se afastando pelo corredor, “ Não consegue não, mas não saia daí, deixe-se estar aí quietinha que eu já volto. ”

sábado, outubro 18, 2003

Estou a ir de férias à velha Europa.
Quando voltar, daqui a três semanas, prometo escrever a história de uma carta de condução.
Em capítulos.!
Huambo


Huambo.dezembro.2002

sexta-feira, outubro 17, 2003

Serra da Leba



Lubango.junho.2002

quinta-feira, outubro 16, 2003

"Jornal de Angola - 16outubro 2003"

Falou & Disse

Religião e Democracia
Desde a antiguidade, as religiões jogam um papel fundamental para a pacificação dos espíritos, unindo irmãos desavindos pelos mais diversos motivos. Na actualidade, a Igreja foi chamada por diversas vezes a mediar conflitos. Questão: O que podem as religiões fazer para a consolidação da democracia?

Lucinia Lourenço (estudante)
"O contributo das religiões à consolidação da democracia, deve ter como base a mensagem da paz e reconciliação. Para mim é fundamental que esta mensagem seja divulgada em todos os cultos".

Sandra Barbosa (estudante)
"As religiões devem apoiar na consolidação da democracia em Angola, promovendo nos seus crentes a cultura da paz, da tolerância e reconciliação, pois a democracia não se faz com ódios".
Cristo Rei

Lubango.junho.2002

quarta-feira, outubro 15, 2003

Leucemia. A minha filha Irene disse-me, ontem à noite, que estava a fazer os testes para ser dadora de medula.
Que bonito!
Um beijo para ela.

terça-feira, outubro 14, 2003

Leucemia. Nunca mais me vou esquecer!
Por volta dos meus 17 anos costumava aos domingos fazer companhia à minha prima “Tuta”, enfermeira no serviço de pediatria do Hospital de Santa Maria. A minha prima era, é, linda (não a vejo vai para 30 anos) e eu, que tinha a mania que havia de ser médico, lá estava com ela aos domingos à tarde a ajudar em coisa nenhuma.
Justamente numa das salas estava uma criança com 6 anos (talvez 7), alegre, bem disposta, cheia de vida, risonha, galhofenta. Perguntei-lhe o que estava ali a fazer uma vez que não estava doente. Ela respondeu-me: estou sim, tenho leucemia e vou morrer dentro de meses.
Perguntei à minha prima o que era leucemia...
Nunca mais me vou esquecer!...
"Jornal de Angola - 4 outubro 2003"

Falou & Disse

Crianças de rua
Cada dia, um número cada vez maior de crianças engrossa o exército de pedintes em várias artérias dos principais centros urbanos. Delinquência, droga e prostituição fazem parte do seu dia-a-dia. Entretanto, o alcance da paz, depois de cerca de três décadas de conflitos armados, abrira novas perspectivas para as milhares de crianças privadas da convivência familiar, sem escolas, enfim, entregues à sua sorte. Questão: Que futuro há para as crianças de rua?

Elsa Mila (estudante)
"É fácil advinhar qual será o futuro destas crianças, a partir de uma avaliação do que está a ser feito ou não. Portanto, mantendo-se o actual panorama, teremos no futuro homens integrando o mundo da delinquência, prostituição, drogas, enfim".

João Manuel (paraquedista)
"A nação deve unir esforços, para que todos, juntos, possamos criar um futuro melhor para as nossas crianças. E nesta altura de paz, devemos prestar a máxima atenção a essas crianças que precisam tanto de apoio moral, quanto material e religioso".
Sumbe2

Sumbe.junho.2002

segunda-feira, outubro 13, 2003

Sumbe1

Sumbe.junho.2002
Luanda, 19H35, 12 de Outubro, Mutamba, passo de jipe e vejo um homem de camisa branca com manga comprida que é vigorosamente agitado por outros dois de gorro enfiado na cabeça. Dois policias de trânsito assistem à distância de 50 metros. Pensei que fosse o respeitar do principio “ agitar antes de usar”, porquanto os passantes se afastavam, provavelmente com receio de ser atingidos pelos salpicos. De repente os dois gorros largam o homem da camisa branca e desatam a correr, ficando este a gesticular e a gritar.
Terá sido assalto?!

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